Somos todos sobrinhos
11 de abril de 2015
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É muito comum se referir a profissionais sem formação como “sobrinhos” em referência à forma de contratação por alguns empresários de familiares mais jovens para cuidar da comunicação de suas marcas. Alguns acreditam naquela premissa danosa de que se é jovem entende de informática e de desenho, logo entenderá de comunicação e pelo fato de ser parente e sem formação superior será mais barato.

Indiscutível que isso é um grande problema, pois pessoas despreparadas à frente de marcas podem gerar grandes problemas e até crises irreparáveis, mas o que quero neste texto é levantar a discussão para outro tipo de “sobrinho”, o de curso superior em comunicação.

Com o tempo percebe-se a importância de contratar um profissional formado e experiente para cuidar da comunicação de empresas e pessoas, porém na área de comunicação digital, devido ao fato de agora estar mais valorizada, um novo problema surge com essa demanda ascendente, a ausência de oferta por profissionais qualificados em mídias digitais e a migração de uma área para outra.

O problema é como ocorre essa migração, sem ao menos buscar uma atualização profissional. Comunicólogos que até possuem uma larga experiência em áreas gráficas, eventos, televisão, rádio entre outras migram para o digital sem se atualizar (de verdade).

Esse profissionais visualizam na comunicação digital uma oportunidade de recolação profissional ou até mesmo uma independência de patrões com a abertura de suas próprias agências digitais sem ao menos saberem o que significa persona, CPC, CPA, SEO, SAC, sites Responsivos, interatividade, engajamento e etc.

Diagramar para uma revista é diferente de pensar no layout de um site que será visualizado em vários dispositivos, o mesmo vale para redação, planejamento, mídia e relacionamento. Não estou querendo dizer que a experiência anterior seja inútil nessa nova empreitada, mas está longe de ser o suficiente e vemos muitos profissionais se vendendo como expert em comunicação digital sem nunca ter criado um blog, sendo que alguns não sabem nem diferenciar Facebook ADS de Google AdWords e vendem tudo no automático em busca de seus vinte por cento.

O que abordo neste texto vem acontecendo em larga escala no mercado paraense. Colegas com amplo domínio em mídias digitais perdendo espaço para outros profissionais zerados em tecnologia e cultura digital, mas que possuem um grande portifólio (em grande parte de mídias tradicionais), muitas das vezes por causa do grande networking que possuem.

Resumindo, não basta ser jovem para entender de comunicação digital e usar as mídias online de forma estratégica e nem mesmo o fato de ser veterano te impede de atuar com campanhas de internet, o que precisa de fato é compreender o funcionamento dessa nova realidade, conhecer as ferramentas, possuir cultura digital, compreender como os usuários se relacionam nessas mídias. Busque ficar sempre atualizado para obter resultados, e não gerar nenhuma crise desnecessária.

E para os colegas com MBA, Mestrados e cursos em mídias digitais, não se acomodem, pois rapidamente viramos “sobrinhos”. 😉

 

Imagem: Freepik

Graduado em Comunicação Social Multimídia e pós-graduando em Business Intelligence. Possui 11 anos de experiência em marketing digital e em 2017 foi escolhido como profissional referência da Região Norte da Pesquisa Nacional de Profissionais de Inteligência em Mídias Sociais. Atualmente é Supervisor de inteligência na Norte Comunicação e diretor de marketing na Yesbil.

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