Bom senso por favor
11 de abril de 2015
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Durante a semana da mulher foram publicadas inúmeras peças de homenagem que mais pareciam “desomenagens” de tão ofensivas que eram. O pior não eram as peças machistas, mas sim os comentários de que as pessoas estavam ficando mais chatas, que não se  podia nem brincar. Brincar? Ou exercer seu lado machista, homofóbico e preconceituoso? Afinal por anos se fazem piadas com mulheres, negros, gays, nordestinos e etc e a desculpa para continuar é sempre a mesma, a publicidade está ficando chata, mas a comunicação não é para ser chata ou engraçadinha, ela dever ser o elo de ligação entre as marcas e o público, porém como construir um relacionamento ofendendo o público?

Há uma frase do pintor Pablo Picasso que os blogs de publicidade adoram compartilhar:

“Mais criatividade, menos bom senso”

Ela resume como alguns publicitários pensam, eles utilizam os canais de comunicação de seus clientes para distribuir suas piadinhas e preconceitos ou simplesmente alimentar seu ego já inflamado naturalmente.

Vou te contar uma coisa coleguinha, inventaram uma tal de internet e com ela surgiram as mídias sociais e através delas pessoas que eram ofendidas e/ou menosprezadas por anos puderam opinar e com isso ter mais um canal para lutar pelos seus direitos, digo mais um, pois eles já lutavam, só você que não percebia meu colega comunicólogo preconceituoso.

Depois de algumas crises as marcas começaram a compreender que respeito e diálogo são mais rentáveis que piadinhas preconceituosas. Por que não perceberam antes? Lembrei! O Bom senso era o inimigo da criatividade. Bastava um brainstorm formado em grande maioria por homens brancos, no qual um deles soltava uma piadinha machista ou cheia de preconceitos raciais e todos riam e acreditavam que seria legal usar e pronto, no dia seguinte já estava na mesa da criação sendo replicada para todas as mídias e pouco tempo depois na rua.

Mais um papo de classes blá blá, por mais que tenha razoavelmente um caráter social, este post precisaria abordar mais pontos para ser social, meu objetivo é marketing mesmo, apresentar que o respeito e o diálogo geram mais resultados do que a ofensa e agressão.

Quando uma equipe de comunicação começa a compreender verdadeiramente as pessoas que compõem seu público direto e o restante da sociedade que pode ser impactado com suas peças, irá perceber que certas coisas são tão desnecessárias. O Bom senso ajudaria 😉

Imagem: Freepick

Graduado em Comunicação Social Multimídia e pós-graduando em Business Intelligence. Possui 11 anos de experiência em marketing digital e em 2017 foi escolhido como profissional referência da Região Norte da Pesquisa Nacional de Profissionais de Inteligência em Mídias Sociais. Atualmente é Supervisor de inteligência na Norte Comunicação e diretor de marketing na Yesbil.

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